Ciclo de Seminários FREUD, PSICANÁLISE E AS NEUROCIÊNCIAS - 2ª SESSÃO: JUNG E FREUD: RUPTURA E PROFUNDIDADES

  • 15:30
Ciclo de Seminários FREUD, PSICANÁLISE E AS NEUROCIÊNCIAS - 2ª SESSÃO: JUNG E FREUD: RUPTURA E PROFUNDIDADES

Prof.ª Constança Bettencourt*

(Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta)

 

26 de abril 2017 (quarta-feira)

15h30 | Sala de Reuniões (Piso 2)

Faculdade de Letras da Universidade do Porto

 

Entrada livre

 

Ciclo de Seminários FREUD, PSICANÁLISE E AS NEUROCIÊNCIAS: http://ifilosofia.up.pt/activities/ciclo-de-seminarios-freud-psicanalise-e-as-neurociencias

Resumo: É no ambiente científico-naturalista do início do Séc. XX que se formam as ditas Psicologias Profundas: a Psicanálise de Sigmund Freud e a Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung. Ao contrário de todas as outras psicologias que se vinham a desenvolver desde a segunda metade do Séc. XIX, estas psicologias eram inéditas justamente porque incluíam pela primeira vez no âmbito disciplinar da Psicologia, um trabalho orientado para o lado inconsciente da mente (algo que estivera anteriormente a ser explorado pela Filosofia também). Sendo que Freud e Jung colaboraram profissionalmente a variados níveis e criaram uma forte amizade, com um rompimento posterior que os levou a um afastamento total, são inúmeros os estudos e observações que têm procurado elaborar as diferenças conceptuais tanto a nível dos seus postulados teóricos como da sua prática psicoterapêutica. No entanto, as omissões e fontes incompletas que estiveram na base do material publicado ao longo dos anos, e facto de Freud ter elegido Jung, vinte anos mais novo, como “Príncipe herdeiro da Psicanálise”, criaram a ideia de Jung ser seu discípulo, distorcendo o trabalho que desenvolveu no seio da mesma. Por outro lado, a suposição de que a Psicologia Analítica ter-se-ia gerado de forma dissidente a partir da Psicanálise, contribuiu igualmente para uma descaracterização e desvalorização da vasta obra de Jung. É na perspectiva das últimas pesquisas feitas no âmbito historiográfico da Psicologia Moderna, e considerando o que são as características conceptuais do modelo Junguiano, que esta palestra aborda a influência que Carl Gustav Jung terá tido nos primórdios da Psicanálise, tendo feito evoluir paralelamente a Psicologia Analítica numa linha própria.

 

* Constança Bettencourt é Psicóloga e Psicoterapeuta. Colaboradora da Universidade Lusófona na área da Ciência das Religiões. Fundadora do projecto Estudos Junguianos – Formação Introdutória e Avançada com o curso “O Nascimento da Nova Psicologia através de C.G. Jung - O Mapa da Alma – Ed. I” (Presencial e Online) a decorrer. Em 2016 foi coordenadora do primeiro Simpósio Temático Junguiano em Portugal “O Homem Moderno em Busca da Alma” no Congresso Lusófono sobre Esoterismo Ocidental (2016) com investigadores portugueses e estrangeiros. Distribui as Obras Completas de C.G. Jung em catálogo.

 

Organização:

Research Group Aesthetics, Politics and Knowledge (APK)

Ciclo de Seminários “Freud, Psicanálise e as Neurociências” (José Filipe P. M. Silva; Paulo Tunhas)

Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - FIL/00502

 

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