Geral

2º Campeonato Psyquê

Como sabem, este projecto iniciou-se em 2016, desde 2017 que temos colaborado com o Curso de Introdução à Psiquiatria (“iPsiquiatria”) na Escola de Medicina da Universidade do Minho e participamos nos dias de pré-congresso do  Congresso Nacional de Psiquiatria, edições de 2018 e 2020.

Em 2019, iniciámos o 1º Campeonato Psyquê. Este Campeonato consistiu em duas fases: a primeira on-line, com 6 rondas sobre os grandes temas da Psiquiatria, e 20 perguntas de escolha múltipla em cada ronda que terminaram numa fase presencial, em formato de jogo de tabuleiro, onde participaram os 12 melhores classificados da fase on-line. Esta fase final, como se lembram, teve o vosso apoio e por isso pudemos realizá-la no último Congresso Nacional de Psiquiatria.

Queremos divulgar a nossa 2ª edição do Campeonato Psyquê, que tem início a 11 de julho de 2020!

A inscrição é gratuita para qualquer médico interno ou especialista de Psiquiatria, Pedopsiquiatria, Medicina Geral e Familiar ou Médico Interno de Formação Geral a trabalhar em Portugal, sendo que o acesso à grande final é exclusivo a médicos internos. Para se inscreverem, basta irem a https://www.psyque.pt.

FAQs onde podem esclarecer algumas dúvidas sobre o Campeonato 2020: FAQ-Campeonato-PsyQue-180620

Estamos disponíveis para esclarecer qualquer dúvida adicional sobre o Campeonato e o projeto.

Podem também seguir as novidades sobre o Campeonato e ainda ter acesso a perguntas adicionais e curiosidades através das nossas redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/jogopsyque/
Instagram: https://www.instagram.com/psyque.pt/
Website: https://www.psyque.pt
E-mail: jogospsyque@gmail.com

P’la Equipa do Psyquê,
Dr Nuno Carrilho
Psiquiatra e Psicoterapeuta

Hospital Universitário de Aalborg
Departamento de Psiquiatria

Entrevistas

Entrevista Fronteiras XXI – Pandemia e pós-pandemia

Entrevista a Maria João Heitor, médica especialista em Psiquiatria, presidente da Sociedade de Psiquiatria e Saúde Mental e directora do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Beatriz Ângelo por Filipa Basílio da Silva

As mudanças rápidas na vida das pessoas podem causar sofrimento psicológico em qualquer faixa etária. E a adaptação ao stress pode assumir formas mais ou menos transitórias e moderadas, como as perturbações da adaptação, ou formas mais graves de ansiedade marcada e de depressão major. Temos de estar atentos ao eventual maior risco de suicídio, quer no período pandémico quer no pós-pandemia.

Os efeitos da ameaça provocada pela pandemia da Covid-19 não se fazem esperar. Segundo a médica especialista em Psiquiatria Maria João Heitor, “provavelmente, vão aumentar o número de casos de ansiedade, depressão e os problemas ligados ao álcool e à toxicodependência”. A presidente da Sociedade de Psiquiatria e Saúde Mental diz que “é difícil prever que tipo de marcas vão ou não persistir” na saúde mental dos portugueses. Mas uma coisa parece certa: “Não vamos retornar à normalidade como a conhecíamos”.

Que desafios para o equilíbrio psicológico enfrentamos, actualmente?

Estamos num período sem precedentes, cheio de incerteza, insegurança e medo, resultante de uma ameaça à saúde pública. Esta ameaça instalou-se abruptamente, levou a um confinamento social e familiar, há famílias separadas, não houve tempo para que as pessoas se adaptassem. É uma ameaça que coloca inúmeros desafios: físicos, pessoais, sociais e emocionais.

 

Quais os factores que mais ameaçam a nossa saúde mental, neste momento?

O luto, a separação da família, circunstâncias em que a vida está em risco. E a deterioração das condições socioeconómicas pode originar um efeito cascata. O desemprego e o trabalho temporário estão associados a um menor rendimento e a maiores desigualdades sociais, situações que predispõem a stress, ansiedade e depressão.

 

Há grupos de maior risco?

Sim. As pessoas que já sofrem de doença mental grave e os indivíduos em que a pandemia ou a crise económica tenham precipitado uma perturbação psiquiátrica latente. Também se consideram grupos vulneráveis os doentes infectados e as suas famílias, as pessoas com condições médicas pré-existentes, os profissionais de saúde e as mulheres. Outro grupo de maior risco são os adultos mais velhos, com recursos mais limitados – de que são exemplo o acesso reduzido à internet e a smartphones, dispositivos que podem ser úteis neste novo contexto.

 

Porque é que inclui as mulheres nos grupos de risco?

As mulheres, no geral, apresentam mais sofrimento psicológico, ansiedade, depressão e perturbação de stress pós-traumático.

 

E em que medida é que os profissionais de saúde também se enquadram?

O risco é maior para os profissionais da saúde que trabalham nos Serviços de Urgência, nas enfermarias com doentes positivos para SARS-CoV-2 e nos Cuidados Intensivos. Porque estão expostos a vários stressores e riscos que podem provocar sofrimento emocional no imediato e, a médio e longo-prazo, podem surgir casos de stress pós-traumático.

 

Pode dar exemplos dos stressores e riscos que podem originar problemas mentais?

Há um medo pandémico, realista, de ser contagiado e um receio, mais que legítimo, de contagiar familiares. Podem ser alvo de estigma pelo risco infeccioso, tanto em casa como nas comunidades onde residem. Em muitos casos, o afastamento da família (sobretudo dos filhos) colocou pressão nas relações familiares e foi necessário organizar uma logística diferente da habitual dinâmica. O aumento da carga laboral e o uso de equipamentos de protecção individual muito incómodos, são outros factores de stress.

 

Antecipa que a prevalência de certas doenças mentais aumente?

Provavelmente, vão aumentar o número de casos de ansiedade, depressão e os problemas ligados ao álcool e à toxicodependência. Vamos assistir a problemas diferentes, ao longo do ciclo de vida. Desde o recém-nascido que se pode ver privado da relação precoce com a mãe, se esta tiver Covid-19, com todas as possíveis consequências de uma vinculação deficitária. Até aos idosos com quadros demenciais ou depressão que possam estar mais isolados ou abandonados. Vamos ver mais situações de perturbação de stress pós-traumático, por exemplo em sobreviventes da Covid-19, mesmo na fase pós-pandemia. Há ainda outros aspectos que, pela sua transversalidade, não posso deixar de enumerar: a violência doméstica, os abusos e maus-tratos.

 

É possível prevenir as doenças mentais que mencionou, nas actuais circunstâncias?

Isso vai depender, essencialmente, de uma intervenção concertada, intersectorial, com implementação de políticas públicas saudáveis que não envolvem apenas a saúde. É muito importante investir em autocuidados básicos que promovam o bem-estar e a resiliência pessoal, que ajudem a prevenir sofrimento psicológico e formas ligeiras a moderadas de ansiedade e depressão.

 

Como estão agora a ser acompanhados os problemas mentais dos portugueses?

As linhas de apoio psicológico e emocional dirigidas à população geral ou a profissionais de saúde, linhas locais ou nacionais, têm um lugar de destaque na resposta em termos de primeiros socorros emocionais e intervenção na crise. Mas, nas fases de desconfinamento, ainda temos de reforçar a articulação entre serviços de saúde mental, cuidados de saúde primários, autarquias, IPSS, Organizações Não Governamentais e outros parceiros da comunidade. Acima de tudo, há que criar mecanismos e canais para evitar atrasos de diagnóstico, falhas na medicação e descompensação clínica com pior evolução da doença.

 

A automedicação pode aumentar?

Há sempre o risco da automedicação, sobretudo se as pessoas estiverem menos informadas e se o acesso aos serviços for difícil. O consumo de benzodiazepinas tem de ser evitado, dado que estes fármacos têm indicações muito precisas e o seu uso tem de ser de curta duração. Quanto aos antidepressivos, devem ser sempre prescritos por um médico de acordo com a indicação terapêutica – por exemplo, em casos de depressão ou ansiedade marcada.

 

Que conselhos daria a alguém que precise de ajuda?

Que procure o seu médico de família e, se necessário, o psiquiatra, para ser feita uma boa avaliação clínica, estabelecido um diagnóstico e indicada uma abordagem terapêutica. Esta abordagem pode incluir um acompanhamento psicoterapêutico e/ou farmacológico. Dependendo do caso, o psiquiatra, para lá da sua intervenção, pode referenciar para outros profissionais de saúde, nomeadamente psicólogo ou outros, numa perspectiva de multidisciplinaridade.

 

A pandemia vai deixar marcas permanentes na saúde mental?

É difícil prever que tipo de marcas vão ou não persistir. Provavelmente, não vamos retornar à normalidade como a conhecíamos. Mas haverá uma evolução acelerada de tendências que já se desenhavam. Sobretudo, a comunicação vai mudar, com a manutenção de uma maior distância social, com reuniões virtuais, teleconsultas, videoconsultas, e o uso mais frequente de máscaras também vai ocultar parte da comunicação não verbal. As mudanças rápidas na vida das pessoas podem causar sofrimento psicológico em qualquer faixa etária. E a adaptação ao stress pode assumir formas mais ou menos transitórias e moderadas, como as perturbações da adaptação, ou formas mais graves de ansiedade marcada e de depressão major. Temos de estar atentos ao eventual maior risco de suicídio, quer no período pandémico quer no pós-pandemia.

Falecimento do Dr. Guilherme Ferreira

Comunicados

Falecimento do Dr. Guilherme Ferreira

Decorria o XIV Congresso Nacional de Psiquiatria promovido pela SPPSM, quando fomos informados do falecimento do Dr. Guilherme Ferreira.

O Dr. Guilherme Ferreira exerceu diversas responsabilidades na área da Psiquiatria, na Psicologia, na Grupanálise, na Psiquiatria Social, Comunitária, mas destacamos o período em que, como Diretor do Hospital Miguel Bombarda e responsável do ensino da Psiquiatria neste mesmo Hospital, moldou os diferentes profissionais que por lá passaram.

Nessa função e para as diversas gerações de psiquiatras, que ali se formaram, o Dr. Guilherme Ferreira deixou uma marca indelével na sua formação. Sublinhamos, sobretudo, a sua inteligência em que recorrendo ao seu conhecimento enciclopédico de múltiplas áreas como a História, a Cultura, a Sociologia, a Psiquiatria, a Psicologia, o Dr. Guilherme Ferreira deixou-nos uma visão muito alargada e abrangente da compreensão da doença mental.

À família e amigos, a SPPSM apresenta as suas condolências.

Prémios/bolsas

Prémio de Fotografia Científica CPC

O Prémio de Fotografia Científica CPC tem como objetivo dar a conhecer a atividade das ciências ligadas à investigação do sistema nervoso, numa perspetiva artística, através da divulgação de imagens do cérebro, das células que o constituem e dos seus aspetos moleculares, obtidas em contexto científico ou de diagnóstico, e que aliem a estética ao rigor da descrição de processos biológicos bem definidos.

Regulamento do Prémio (2019)

  1. O presente concurso é aberto aos membros das sociedades ou associações de doentes que fazem parte do CPC.
  2. Os membros do júri ou da Direção do CPC não podem concorrer.
  3. São aceites trabalhos originais associados a uma equipa ou trabalhos individuais; cada autor pode participar com um número máximo de três obras.
  4. As fotografias, a cores ou preto e branco, submetidas a concurso, deverão ser enviadas no formato digital jpeg, com 300 dpi de resolução para o e-mail fcerebroxxi@organideia.pt
  5. A manipulação digital, sobreposição e composição de imagens é permitida, se contribuir para uma melhor visualização de um determinado fenómeno.
  6. O envio da obra deverá ser acompanhado da seguinte informação:
    a) Designação da obra
    b) Nomes e respetivas afiliações dos membros da equipa ou do concorrente individual
    c) Sociedade ou Associação a que pertencem os membros da equipa (a equipa poderá ser constituída por membros de diferentes sociedades ou associações)
  7. O júri poderá decidir não admitir a concurso os trabalhos que considere não terem qualidade artística ou que não estejam no âmbito do tema do prémio.
  8. Para a avaliação das fotografias, o júri terá em conta:
    a) Descrição de um fenómeno científico
    b) Originalidade
    c) Qualidade técnica
    d) Estética
    A decisão do júri é irrevogável, não havendo lugar a recurso.
  9. Os trabalhos distinguidos com o primeiro, segundo e terceiro prémios serão divulgados durante o Fórum - “O Cérebro no Século XXI” (26 de outubro, 2019).
  10. O CPC reserva-se o direito de utilizar as imagens submetidas a concurso para divulgação noutros locais, nomeadamente exposições ou internet.
  11. A participação neste prémio pressupõe a plena aceitação do presente regulamento.
  12. O não cumprimento do regulamento implica a exclusão do trabalho e do concurso.
  13. Qualquer caso omisso neste regulamento será resolvido pela Direção do CPC.

Programa Prov Fórum Egas Moniz